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Se Maquiavel fosse vendedor…

Se ele fosse um vendedor, e aplica-se sua filosofia ao trabalho, ninguém segurava o cara! Seria o campeão de vendas todo mês, com certeza!

Antes de ver o vendedor Maquiavel, digo, o filósofo Maquiavel em ação, tenho que dizer o seguinte, um livro escrito à quase 500 anos atrás é melhor do que um monte de porcaria que estão na sua biblioteca. É por isso que acredito nos clássicos. O fato é que muitas vezes escritos tão antigos são extremamente atuais, como “O príncipe” de Maquiavel, nesta obra surgem princípios que estão embutidos no nosso dia-a-dia, frases que muitas vezes aplicamos e estamos acostumados a ouvir. Mas nessa obra também surge este trecho que eu compartilho abaixo, é um conselho, político em seu contexto inicial, mas aplicável a toda e qualquer profissão. Leia com atenção e aplique a sua profissão!

 

“Deve o príncipe, portanto, não desviar um momento sequer o seu pensamento do exercício da guerra, o que pode fazer por dois modos: um com a ação, o outro com a mente, Quanto à ação, além de manter bem organizadas e exercitadas as suas tropas, deve estar sempre em caçadas para acostumar o corpo às fadigas e, em parte, para conhecer a natureza dos lugares e saber como surgem os montes, como embocam os vales, como se estendem as planícies, e aprender a natureza dos rios e dos pântanos, pondo muita atenção em tudo isso. Esses conhecimentos são úteis por duas razões: primeiro, aprende-se a conhecer o próprio país e pode-se melhor identificar as defesas que ele oferece; depois, em decorrência do conhecimento e prática daqueles sítios, com facilidade poderá entender qualquer outra região que venha a ter de observar, eis que as colinas, os vales, as planícies, os rios e os pântanos que existem, por exemplo, na Toscana, têm certa semelhança com os das outras províncias, de forma que, do conhecimento do terreno de uma província, se pode passar facilmente ao de outras. O príncipe que seja falto dessa perícia, está desprovido do elemento principal de que necessita um capitão, pois ela ensina a encontrar o inimigo, estabelecer os acampamentos, conduzir os exércitos, ordenar as jornadas, fazer incursões pelas terras com vantagem sobre o inimigo.”

“Mas, quanto ao exercício da mente, deve o príncipe ler as histórias e nelas observar as ações dos grandes homens, ver como se conduziram nas guerras, examinar as causas de suas vitórias e de suas derrotas, para poder fugir às responsáveis por estas e imitar as causadoras daquelas; deve fazer, sobretudo, como, em tempos idos, fizeram alguns grandes homens que imitaram todo aquele que antes deles foi louvado e glorificado, e sempre tiveram em si os gestos e as ações do mesmo, como se diz que Alexandre Magno imitava a Aquiles, César a Alexandre, Cipião a Ciro. Quem lê a vida de Ciro escrita por Xenofonte percebe, depois, na vida de Cipião, o quanto lhe valeu para a glória aquela imitação, bem como o quanto na castidade, afabilidade, humanidade e liberalidade, Cipião se  ssemelhava àquilo que Xenofonte escreveu de Ciro. Um príncipe inteligente deve observar essa semelhança de proceder, nunca ficando ocioso nos tempos de paz, mas sim, com habilidade, procurar formar cabedal para poder utilizá-lo na adversidade, a fim de que, quando mudar a fortuna, se encontre preparado para resistir.” – Trechos de “O príncipe”, de Maquiavel.

 

Convido você VENDEDOR DE VERDADE, a ler, reler, refletir e aplicar estes conceitos na sua vida, você já havia percebido o quanto a filosofia tem a ver com a venda? Se a resposta foi não, então prepare-se porque este post é só o primeiro dessa categoria que eu estava ansioso para inaugurar.

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